fbpx

Caso Binho completa 2 anos; relembre todo o caso

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on whatsapp

Há dois anos atrás, dia 27 de dezembro de 2017, Gabriel Barbosa, conhecido como Gabriel Binho, estava voltando para casa em sua moto quando um carro modelo i30 cor prata o empurrou pra fora da pista, derrubando o jornalista no acostamento da rodovia Régis Bittencourt. Antes de Binho entender o que tinha acontecido, o carro acessou a marginal da rodovia e efetuou disparos com arma de fogo.

Binho, fotógrafo, chargista e jornalista do site Verbo Online, faz reportagens investigativas, edita matérias e divulga denúncias que chegam até ele. É considerado por boa parte dos munícipes de Embu das Artes um “cidadão que não tem medo” e “alguém que fala a verdade”.

Caso Gabriel Binho: jornalista sofre atentado por pessoas ligadas ao prefeito Ney Santos

Por conta do acidente, Gabriel fraturou o tornozelo, fez cirurgia, colocou parafusos e deu depoimentos as autoridades legais para ajudar a polícia a investigar o caso. Durante 2 meses ninguém foi indiciado e nada se soube sobre o caso.

Até que em fevereiro, uma pista levou os investigadores de polícia a procurarem pelo carro i30 prata na casa de um então agente penitenciário chamado Lenon Roque. Ao chegar na porta da casa de Lenon, tanto estava o carro quanto marcas da cor da moto de Gabriel Binho. Lenon foi interrogado durante horas e confessou ter participado do atentado contra Gabriel Binho junto de Renato Oliveira, então subsecretário da prefeitura de Embu das Artes.

Na ocasião, Renato, subsecretário de comunicação, foi até a delegacia central de Embu das Artes “prestar esclarecimentos”. Como Lenon Roque já tinha confessado o crime, coube a Renato apresentar a sua versão.


Outro lado

Em gravação para o canal Embu Tuber no dia 22 de fevereiro de 2018, Renato Oliveira disse não quis machucar Binho e que o caso é usado para persegui-lo politicamente e que, apesar de Renato ter sido indiciado por homicídio triplamente qualificado, Gabriel Binho criou “uma grande novela”.

Ele conta que que o fotografo flagrou Renato e uma amante na festa chamada “Embu Summer Fest” no dia 13 de dezembro de 2017, e que Binho foi contar para a atual esposa de Renato Oliveira. Então, o subsecretário quis conversar para entender por que Binho fez isso. Gabriel diz que nunca presenciou nenhuma cena parecida com a contada por Renato e que nunca foi no evento Embu Summer Fest.

A gente abriu o vidro e falou: ‘Binho encosta que a gente quer falar com você’.

Versão de Renato Oliveira, admitindo que perseguiu Gabriel Binho na Rodovia Régis Bittencourt e que queria “conversar”.

VÍDEO: Confira o vídeo em que Renato Oliveira diz que queria “apenas conversar” com Gabriel Binho.

Ao perguntar por que, mesmo tendo visto Gabriel Binho no chão, não parou para socorre-lo, Renato disse: “quando parei para socorrer ele estava de pé, resolvi ir embora”. Binho quebrou o tornozelo no acidente e ficou sem andar durante alguns meses.


Prefeito Ney Santos é pego com arma raspada em carro oficial

No dia 01 de março de 2019, a PM Rodoviária, no município de Cosmópolis, abordou o carro oficial do prefeito de Embu das Artes, Ney Santos. Segundo a polícia, a abordagem é recorrente pois vários carros usam placas oficiais para burlarem a polícia.

Caso Gabriel Binho: jornalista sofre atentado por pessoas ligadas ao prefeito Ney Santos

Ao se identificar, Ney Santos disse que era prefeito e que estava em uma missão no interior de São Paulo com o seu motorista na ocasião.

O motorista? Lenon Roque, o mesmo que foi indiciado no caso Binho.

Lenon avisou que estava com sua arma, e que iria descer do carro. A polícia encontrou a arma, 45 munições, um canivete, algemas e um colete a prova de balas. Porém, ao averiguar, a arma que estava no carro oficial do prefeito tinha a numeração suprimida, a famosa “arma raspada”, considerada “arma fria”.

Segundo o professor Gustavo Octaviano Diniz Junqueira, por conta da “dificuldade em se demonstrar a materialidade do crime”, suprimir numeração de arma de fogo é crime, independente se o portador tem ou não posse ou porte.

a circulação de armas de fogo com a identificação adulterada afronta diretamente o espírito da legislação

Legislação Penal Especial . 5ª ed. São Paulo: Premier Maxima. 2008. p. 476

Ao puxar o histórico de Lenon, e identificar que o então agente penitenciário também estava indiciado no caso Binho, a polícia resolveu dete-lo até um juiz de custódia decidir sobre o caso. No dia seguinte, o juiz de custódia emitiu prisão preventiva pela arma raspada e também prisão preventiva pelo caso Binho.

No vídeo mostrado anteriormente, Renato Oliveira diz que Lenon é seu amigo e que “ele não anda armado em dia de folga”. Mas Lenon estava armado e com arma com numeração suprimida.

Lenon Roque continua preso no interior de São Paulo em um penitenciária estadual.


Renato Oliveira é pré-candidato a vereador

Mesmo indiciado por homicídio triplamente qualificado, fontes do Embu News apuraram que Renato é pré-candidato a vereador na cidade de Embu das Artes.

No Natal de 2019, Renato foi visto em cerca de 15 faixas ao lado do prefeito Ney Santos e do presidente da câmara, Hugo Prado espalhadas pela cidade. Além de moralmente questionável, faixas políticas são proibidas pela lei complementar nº 101 de 2007, a lei de consolidação do código tributário do município. A lei funciona como uma espécie de “Lei Cidade Limpa” de Embu das Artes.

Fica proibida a colocação ou exibição de anúncio ou publicidade, seja qual for sua finalidade, forma ou composição, nos seguintes casos […]: XII – de propaganda política, mediante pintura ou a afixação de faixas, cartazes, dísticos e flâmulas em veículos de transporte coletivo ou individual, objeto de permissão ou concessão pelo Município;

LEI: Conheça a lei nº 101 de 2007, a “Cidade Limpa” de Embu das Artes

Renato busca encontrar um público para a sua eleição. Anteriormente, Renato Oliveira era membro do MBL, mas foi expulso após envolvimento com Ney Santos. Segundo apuração do site Embu News, Renato chegou a tentar disputar internamente no Movimento Brasil Livre a liderança para ser candidato a vereador e deputado estadual, mas por sua índole o MBL preferiu expulsa-lo.

Fontes ainda garantiram que “ele nunca foi membro da executiva. Ele fala bem em público, era o nosso animador de auditório, mas nunca levamos ele a sério internamente”.

O pré-candidato Renato Oliveira responde por tentativa de homicídio triplamente qualificado.


Juri popular

O caso de Gabriel Binho estava, até o último mês, aguardando para ser julgado em júri popular, ou seja, quando cidadãos, previamente alistados, decidem sobre a culpabilidade ou não dos acusados, acerca de crimes dolosos contra a vida. Como o caso de Gabriel Binho é um caso sobre crime doloso – quando há a intenção de praticar o crime -, então o caso foi pronunciado – ou seja, foi enviado via juiz de direito – para ser julgado em júri popular.

Porém, no dia 12 de dezembro de 2019, a relatora Ely Amioka determinou que o juiz pronunciasse novamente Renato Oliveira e Lenon Roque, pois houve “excesso de linguagem” na pronúncia anterior.

Ao procurar explicações sobre o que seria “excesso de linguagem”, advogados ligados ao Embu News explicaram que isto ocorre quando um juiz é muito incisivo em sua pronuncia e pode influenciar o júri. A expectativa é que o juiz responsável pelo caso pronuncie novamente Lenon Roque e Renato Oliveira por tentativa de homicídio triplamente qualificado no primeiro trimestre de 2019.

GOSTOU DESSE CONTEÚDO?

Compartilhe

Share on facebook
Share on whatsapp
  • MAIS NOTÍCIAS

    Search
    Generic filters
    Filter by Categorias
    Arte e cultura
    Cidade
    Colunistas
    Halana Souza
    Hilka Caldi
    Marcel Moreno
    Pullman Pullman
    Tadeu Veron
    Editorial
    Educação
    Enquete da semana
    Especial
    Fato ou fake?
    Featured
    Meio ambiente
    Mobilidade e transporte
    Moradia
    outros
    Saúde
    Segurança
    Sem categoria

    Buscas mais realizadas:
    neyembupolíciapastorpizza

    >