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Tadeu Veron

O voto de cabresto moderno e a ineficiência da máquina pública

Tadeu Veron

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O voto de cabresto era uma prática política recorrente na República Velha (1889-1930), quando os antigos “coronéis”, os grandes fazendeiros detentores do poder social e econômica das zonas rurais obrigavam a população local a votar nos candidatos que atendiam o seu interesse político, ou seja, embora houvesse uma democracia nas primeiras décadas do século passado, nos primórdios de nossa história republicana não havia uma liberdade eleitoral por parte dos cidadãos.

E o que é o voto de cabresto moderno? Infelizmente há um vício pertinente às velhas práticas políticas por quem se dizia renovação aqui em Embu das Artes. Existem por volta de 2400 cargos loteados na Prefeitura de Embu das Artes, divididos em duas categorias: cargos de confiança e a frente de trabalho. Os cargos de confiança são responsáveis pelos afazeres burocráticos e manutenção da máquina pública na Prefeitura e nas secretarias, com 414 cargos com rendimentos que vão de R$1.799,88 a R$15.869,20. E a frente de trabalho que é um programa de geração de renda para a população desempregada de Embu das Artes, suas funções são de atribuição das secretarias, com o objetivo de exercer a manutenção da infraestrutura da cidade, cargos como gari, pintores e outros cargos de manutenção que possuem rendimentos de R$1015,00 a R$1087,00.

Sob o pretexto de gerar empregos devido ao alto número de desempregados da cidade devido a crise financeira dos últimos anos, mas claramente com o intuito de se aparelhar politicamente, exercendo sobre essa classe de trabalhadores o assédio moral para que esses operários apoiem as futuras candidaturas a vereança da chapa do Prefeito Ney Santos. Existem os “facilitadores”, que geralmente são secretários ou funcionários subordinados a esses secretários que facilitam, ou seja “fura a fila” para o ingresso das pessoas pertencentes as camadas mais vulneráveis de nossa cidade, obviamente como todo conchavo político, tudo tem o seu preço, e o uma oportunidade de trabalho para essas pessoas possui como seu valor o apoio político aos candidatos da situação nas eleições que virão.

Essa pessoas perdem sua liberdade de votar, são assediadas a postarem em suas redes sociais apoio a políticos da situação, elas perdem sua liberdade democrática de votar em candidatos nos quais realmente se identificam. Essa prática é um artifício de perpetuação de poder por parte de pessoas gananciosas que se inserem na vida pública para obterem vantagens pessoais através do uso da máquina pública, muitas das vezes tais pessoas exercem suas funções com o intuito totalmente contrário aos interesses do povo: o eleitor embuense pelo qual deveria se subordinar.
Infelizmente a atual gestão transformou a maquina pública em seu curral eleitoral, e obrigam os funcionários públicos a exercerem o voto de cabresto moderno.

A ineficiência da máquina pública

Obviamente que o voto de cabresto moderno é exercido com funcionários com menor poder aquisitivo, aqueles que a administração não conseguirão domar através da concessão de privilégios. E é dessa categoria de funcionários públicos que consiste a ineficiência da máquina pública. Como já foi dito existem 414 funções na qual o Prefeito e seus secretários possuem total liberdade de escolher quais os funcionários para compor suas equipes, com ganhos de R$1799,88 a R$15.869,20 a especificidade dessas pessoas é exercerem funções essenciais para o pleno funcionamento das engrenagens da maquina pública, suas atribuições burocráticas são para gerar melhorias ao atendimento dos cidadãos embuenses por parte da prefeitura.
Por se tratarem de funções essenciais, e com ótimos rendimentos salariais é de se esperar que tais funcionários possuam o conhecimento técnico pertinente a sua área de atuação, ou seja é se se esperar que o secretário de saúde tenha sua formação na área de saúde, o secretário de educação seja um educador,etc

Porém como é praxe para a atual gestão, a capacidade técnica de seus secretários é características secundária para exercerem suas atribuições, para o Prefeito Ney Santos o importante não é o currículo dos seus secretários, e sim o grau de lealdade deles para os seus desmandos, para o seu antiprojeto de cidade. Não há problema entre distribuir funções chaves para apoiadores, isso é uma prática política pertinente a democracia, todo prefeito opta para formar uma equipe composta por pessoas de sua confiança. O problema da gestão Ney Santos está em transformar a prefeitura na sua empresa privada, que não haja rigor técnico nos currículos dos seus secretários, e sim se estes lhe são fiéis aos seus caprichos e vontades.

E exatamente por lotear a prefeitura distribuindo cargos entre seus amigos, obviamente por existir a política do conchavo, ou seja pessoas que cederam apoio político em troca das secretarias (mesmo não possuindo as qualidades técnicas pertinentes para ocupar o cargo), ao invés de elevar a tais postos pessoas que trabalhem para atender as necessidades da população embuense. Muitos desses indivíduos são de outras cidades, pessoas com problemas jurídicos. Exatamente por esse fator peculiar que a máquina pública trava e se torna ineficiente, pois as pessoas responsáveis por administrar a cidade não possuem a formação específica para exercerem suas atribuições, e quem mais sofre é a população embuense.

Após 3 anos e meio de ineficiência da atual administração pública, e por não atender as demandas e necessidades da população embuense, a atual gestão busca enganar o povo com essas operações tapa buracos, realizando pequenos reparos pela cidade como recapeamento de asfalto e iluminação pública. Em novembro os cidadãos de Embu das Artes decidirão se manterão a ineficiência da máquina pública ativa até 2024.

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