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A condição de nossos artistas e artesãos diante da pandemia do coronavírus

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É inegável a importância da nossa querida Feira de Artes e Artesanato para o desenvolvimento da nossa cidade nos últimos 50 anos. Surgida em 1969 com a iniciativa do Mestre Assis de Embu convidar os hippies, artistas e artesãos que expunham seu trabalho na Praça da República no centro de São Paulo. Fomentou todo um desenvolvimento artístico e cultural na cidade que possuía renomados artistas como Cássio M’Boy, Sakai do Embu e Solano Trindade como seus predecessores.

A Arte que empresta o seu nome à cidade de Embu, graças a um referendo realizado em 2011, quando 66,48 % dos votos válidos optaram por acrescentar “das Artes” ao nome de Embu. E assim consolidar a importância artística para o desenvolvimento da cidade, não apenas na área de cultura, mas como na área de turismo, forte motor da economia local, atraindo em média de 30 a 40 mil turistas a nos visitarem nos fins de semanas e feriados.

Devido a essa importância histórica era de levar em conta a necessidade da administração pública da cidade zelar pelas necessidades de nossos artistas em tempos de Pandemia. A Feira está fechada desde o dia 15 de março via decreto do Prefeito Ney Santos. Decisão acertada, afinal são necessárias atuações pontuais para se evitar a aglomeração e disseminação do vírus no ar.

Entretanto com a Feira fechada surgiram os problemas econômicos de nossos artistas e artesãos para se manterem em quarentena.

Com vocês: os artistas

Fui atrás de alguns dos nossos artistas e artesãos, para compreender a situação que estão vivendo devido a Pandemia do Coronavirus.

Jaime Trindade

Pintura Em Tela | Como pintar quadros , Jaime Trindade

O artista plástico Jaime Trindade, que tem buscado seu sustento com a venda de seus quadros através de sites de venda e das redes sociais, critica o governo municipal pela falta de organização, alega que falta um centro de gerenciamento de crise, afirmando que a atual gestão negligencia aos artistas informações sobre o plano de retomada da Feira. Diz que uma de suas demandas foi atendida, que é a isenção fiscal do imposto por uso de solo do ano de 2020. Se queixou da falta de importância que a atual gestão tem para com nossos artistas afirmando “A minha opinião sobre essa gestão para com os artesãos é de abandono. Somos abandonados à própria sorte!”  e emenda “Falta um pouco de atenção, acho que o artista merece ser melhor tratado, não ser tratado acima de ninguém, mas ter a atenção que ele merece para com a cidade”.

“A minha opinião sobre essa gestão para com os artesãos é de abandono. Somos abandonados à própria sorte!”

Jaime Trindade

Carlos Mas

O artesão argentino Carlos Mas que atua com artigos de couro como cintos, pulseiras e acessórios. Está levando à risca o isolamento social, ele que pertence ao grupo de risco por ter 61 anos, recebeu apenas a primeira parcela do auxílio emergencial, e diz estar se mantendo graças a economias que fez ao longo dos anos. Queixou-se da baixa qualidade da cesta básica oferecida pela prefeitura, e a reforçou do próprio bolso no intuito de repassar os mantimentos a sua preposta. Diz que compreende a situação delicada na qual a coordenadora Maria Augusta precisa administrar, e entende que ela está lidando com a situação da melhor forma possível para ajudar os artistas e artesãos. Sua crítica volta- se à administração municipal em relação aos artistas, alegando que é fraca. Defende o retorno dos artistas com regras de distanciamento social de 2 metros por barraca, alega que a gestão municipal privilegia os lojistas pois estes já voltaram às atividades e os artesãos ainda não podem voltar a expor seu trabalho.

Renato Gonda

Renato Gonda – Redes Culturais

Conversei com o poeta, escultor e designer Renato Gonda, que já foi secretário de turismo na gestão Geraldo Cruz entre os anos de 2005 e 2007 (não havia uma secretaria de cultura naquela época, observa Gonda) e posteriormente presidiu o conselho municipal de cultura.

Por 10 anos teve uma loja/ateliê/restaurante, e é expositor da Feira desde 2017. Afirma que as ajudas do governo municipal vieram como resposta a solicitações dos expositores, tendo conseguido a isenção fiscal do ano de 2020 e apoio com cestas básicas, como já foi dito.

A cidade de Embu só é ‘das Artes’ devido à Feira e aos artistas. Somos a identidade e o sobrenome do município”

Renato Gonda

Gonda se queixa de que foi negado um apoio financeiro da gestão municipal para a sobrevivência dos expositores e montadores. Diz que, devido à falta de recursos do município, a administração poderia ter feito uma parceria junto a bancos, empresários e indústrias para ajudar expositores e montadores. Destaca ainda que “O município estará recebendo o repasse Federal da lei Aldir Blanc de apoio à cultura, com a qual deverá também auxiliar os envolvidos na Feira, em especial os que ainda não retornarão devido a estarem no grupo de risco, e os que têm situação social e econômica frágil”.

Os artistas e artesãos são personalidades importantes não apenas em nossa história, mas também no desenvolvimento econômico da nossa Embu das Artes. Nesse momento de tribulação que estamos todos vivenciando era de se esperar um tratamento mais atencioso da administração municipal para com aqueles que são indivíduos de suma importância para a cultura e progresso de nossa querida Embu das Artes.

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