Líder do governo Hugo Prado na Câmara de Embu das Artes é alvo da Polícia Civil em investigação sobre execução de empresário

Vereador Léo Novais, um dos principais nomes da base do prefeito, teve gabinete e residência vasculhados durante operação que apura homicídio brutal em Embu das Artes

A crise política em Embu das Artes ganhou contornos explosivos após a Polícia Civil colocar no centro de uma investigação de homicídio um dos homens mais influentes da atual gestão municipal.

O vereador Leonel Augusto de Novaes Filho, conhecido como Léo Novais (PL), atual líder do governo do prefeito Hugo Prado na Câmara Municipal, tornou-se alvo direto da Delegacia Central de Embu das Artes por suspeita de envolvimento na execução do empresário Donizete, morto a tiros em um crime que chocou a cidade.

Na manhã desta quarta-feira, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete do parlamentar dentro da Câmara Municipal e também na residência do vereador.

Segundo fontes ligadas à investigação, os agentes trabalham com fortes indícios de participação direta de Léo Novais no homicídio.

A operação elevou a tensão política no município e provocou forte repercussão nos bastidores da administração do prefeito Hugo Prado, já que Léo Novais é considerado um dos principais articuladores do governo na Câmara e figura estratégica da base aliada.


Crime foi tratado como execução planejada

O empresário Donizete foi assassinado de forma brutal enquanto tomava café com a irmã em uma barraca onde ela trabalha, em Embu das Artes.

O ataque aconteceu por volta das 7h30 da manhã e foi registrado por câmeras de segurança.

Segundo o boletim de ocorrência, dois homens chegaram em uma motocicleta usando roupas semelhantes às de funcionários da Sabesp, estratégia que ajudou a não levantar suspeitas inicialmente.

A irmã da vítima relatou que os criminosos fingiram ser policiais, renderam os dois e exigiram dinheiro e armas.

Donizete informou que havia uma arma guardada em sua caminhonete. Um dos criminosos então foi até o veículo enquanto o comparsa afastava a irmã da vítima do local.

Foi nesse momento que ocorreu a execução.

O empresário foi atingido com um tiro na cabeça e, já caído no chão, recebeu outros dois disparos.

Os assassinos fugiram logo em seguida.


Prisão de suspeito levou polícia até vereador

As investigações avançaram significativamente após a prisão do primeiro suspeito de participação no crime, no último dia 27 de abril.

A partir dessa prisão, os investigadores passaram a rastrear conexões, movimentações e possíveis vínculos entre os envolvidos, chegando ao nome do vereador Léo Novais.

As buscas realizadas nesta quarta-feira são consideradas pelos investigadores uma etapa decisiva para aprofundar a apuração.

A polícia tenta agora esclarecer:

  • Quem ordenou a execução;
  • Qual seria a motivação do crime;
  • Se houve participação política ou financeira;
  • E qual teria sido o papel de cada investigado.

Pressão política aumenta sobre governo Hugo Prado

O fato de o investigado ocupar o posto de líder do governo Hugo Prado transformou o caso em uma bomba política dentro de Embu das Artes.

A operação da Polícia Civil dentro da Câmara Municipal causou forte movimentação nos corredores do Legislativo e ampliou a pressão sobre a administração municipal.

Até o momento, nem o vereador Léo Novais nem a Prefeitura de Embu das Artes se pronunciaram oficialmente sobre o caso.

Nos bastidores, aliados avaliam que o avanço das investigações pode provocar um dos maiores abalos políticos recentes da cidade.


Polícia mantém investigação sob sigilo

A Delegacia Central de Embu das Artes segue analisando imagens de segurança, dados telefônicos e possíveis conexões entre os investigados.

Outras medidas policiais não estão descartadas.

A expectativa é que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias.