Escola de Aparências”: Alunos Sofrem Bullying, Professores Adoecem e Pais São Ameaçados em Embu das Artes

Denúncias graves contra a escola confessional envolvem bullying, racismo, humilhação, omissão institucional e intimidação judicial.

COMPARTILHE

Uma escola que se apresenta como confessional, cristã e voltada à formação de valores está sendo denunciada por práticas que contradizem sua própria proposta. A Escola Confessional, localizada em Embu das Artes (SP), é alvo de dezenas de denúncias por parte de pais, ex-alunos, professores e estagiários. As acusações incluem bullying, racismo, omissão pedagógica, assédio moral e tentativa de silenciamento por parte da gestão.


Diretores da escola Angélica Pires e Andson citados em diversas denúncias enviadas por pais, alunos e funcionários.

O vídeo que deu início às denúncias

O pai de um aluno publicou um vídeo nas redes sociais relatando o sofrimento do filho dentro da escola. O menino era vítima de bullying recorrente, agressões e exclusão, sendo chamado de “menina” por ter cabelo comprido e sendo atacado por um colega — que, segundo o pai, é filho do diretor.

“Meu filho teve a comida contaminada, perdeu brinquedos, levou um soco. A escola sabia e não agiu.” — Pai do aluno.


Vídeo publicado pelos pais denunciando a omissão da escola, bullying praticado pelo filho dos diretores e a postura agressiva do gestor durante reunião.

O diretor quebrou uma taça durante a reunião

Segundo os pais, após mais de um ano tentando agendar um encontro com a diretoria, uma reunião foi finalmente realizada. Nela, o diretor Andson se exaltou após ser interrompido, levantou-se e quebrou uma taça de vidro na mesa, em frente ao pai.

“Se eu reagisse, sairia dali algemado. Comecei a filmar por segurança.” — Pai do aluno.


Pronunciamento da diretora: “Essa luta é espiritual”

Após a repercussão, a diretora da escola, Angélica Pires, publicou um vídeo nas redes sociais em tom espiritual, dizendo que as denúncias eram ataques à fé:

“O pai nos ofendeu, falou do nosso filho como se fosse um delinquente. Essa luta é espiritual. Peço oração.” — Angélica Pires

O vídeo foi apagado horas depois.


Vídeo publicado pela diretora Angélica Pires pedindo apoio das famílias da escola e afirmando que a denúncia seria parte de uma “luta espiritual”.

Mais de 40 relatos vieram à tona após o vídeo

A publicação desencadeou uma enxurrada de relatos de outros pais, alunos e professores:

  • Racismo: crianças negras nunca apareciam nas redes sociais da escola.
  • Humilhações: alunos com deficiência foram excluídos de atividades.
  • Assédio: estagiários relataram sobrecarga, humilhações e pressão religiosa.
  • Piadas com símbolos nazistas: feitas por filhos da direção, sem punição.
  • Algemas em sala: mãe descobriu que a filha ficou algemada durante uma brincadeira.

Notificação judicial tenta silenciar pais

Após os relatos se espalharem, os pais receberam uma notificação extrajudicial enviada por um escritório de advocacia contratado pela escola. O documento exige:

  • Remoção imediata das postagens;
  • Retratação pública;
  • Silêncio futuro sob ameaça de processo por danos morais.

Escola não respondeu à imprensa

A equipe do Embu News entrou em contato com a escola Paulo VI por meio de canal oficial. A atendente identificada como Stefany confirmou o recebimento da solicitação de entrevista, mas até o fechamento desta matéria, a escola não retornou.


Dossiê será entregue ao Ministério Público

Com apoio de advogados, as famílias organizam um dossiê de mais de 60 páginas com relatos, prints e vídeos. O material será encaminhado para:

  • Ministério Público de São Paulo
  • Conselho Tutelar de Embu das Artes
  • Defensoria Pública

Você viveu algo parecido?

Entre em contato com nossa redação ou rede sociais @embu.news. Sigilo garantido.


GOSTOU DESSE CONTEÚDO?

Então ajude o Embu News e compartilhe

Facebook
WhatsApp

Respostas de 12

  1. Trabalhei na escola confessional por oito meses e foi simplesmente o pior local que já tive o desprazer de trabalhar. Eu era professora de inglês do maternal ao quinto ano, recebendo apenas 1.500 reais (com os descontos ganhava um salário mínimo, 1300 e pouco). Era extremamente sobrecarregada, tinha que dar aula para todas as turmas da escola e ainda por cima ficar período integral recebendo apenas esse salário, tinha trabalho até a tampa pra levar pra casa, estava com depressão e burnout, mas precisava trabalhar e tínhamos acabado de sair de uma época de pandemia e as coisas estavam difíceis.
    O ambiente de trabalho era extremamete tóxico e excludente, os profissionais eram do tipo que cobravram muito mas não ajudavam o professor em nada, alunos extremamente mal educados e extremamente “marginalizados”, coisa que eu só vi mesmo dando aula na escola pública.
    Algumas professoras eram excelentes, como a Leticia por exemplo. Outras, faziam fofoca e cavavam a cova das outras professoras na primeira oportunidade que tinham.
    Eu fui demitida após o ínicio do ano letivo, já estava tudo certo para o próximo ano, fiz até um TREINAMENTO de 1 semana para o método High five e me demitiram sem mais e nem menos.
    Quanto aos filhos dos donos da escola, são todos assim. Nariz em pé, se acham os donos do mundo, eles podem não fazer nada, não entregar trabalho, não tirar nota boa em prova e ainda assim tinha que dar nota. Fora que os mais velhos praticavam SIM bullying com outros, falavam sim coisas absurdas para outros alunos e etc, mas ninguém nunca dava ouvidos a isso.
    Uma péssima escola, onde trocam o quadro de funcionários todo ano, podem perceber que ninguém quer trabalhar nesse inferno de tão mal falada que é a escola, e os poucos que restam vão ficando doentes. Se escondem atrás de bíblia mas são extremamente hipócritas, ao invés de admitirem que erraram ficam colocando Deus no meio da palhaçada.
    E muito me impressiona gente defendendo homem louco que quebra as coisas no meio de uma reunião. Esse comportamento é normal pra vocês? Vcs ficariam numa boa??? Bando de sem noção.

  2. Que vergonha um veículo de informação, praticando a desinformação! Já que não houve tempo hábil para ser confirmado todas as informações, não importa quem seja o certo dessa história!

  3. Como podem fazer uma matéria difamando uma escola, sem as devidas apurações dos fatos!!! Isso é linchamento digital!! Um verdadeiro absurdo, não importa quem esteja com a razão nesse caso!
    Ninguém está sob a mira de um revólver para trabalhar! O mercado está a disposição de qualquer profissional!! A galera não sabe disso??

  4. Lendo relatos me faz pensar que eu tiraria minha filha da escola se tivesse algo a reclamar e ninguém tivesse dado a mínima, e naonestou falando apenas de maus tratos, se eu vejo algo que atrapalha na educação deles, eu vou tirar e ponto final.
    Mas ficar falando um monte de acontecidos agora é fácil!!
    Fico me perguntando por que esse pai simplesmente não retirou seus filhos da escola? Por que querer fazer essa briga toda? Quer mostrar algo pra alguém mesmo? Ou está afim de publi.

    1. Essa escolas são um lixo, escola que é gerenciada por família antieticas, que passam a mão na cabeça dos filhos. Já trabhei em escola assim e esse cenário acontece e com frequência. O pai está certo. Ele tentou, assim como todo e qualquer ser humano normal, resolver a situação através do diálogo mas não deu certo. Ele tem o direito de expor um péssimo serviço.
      Ele tão fez certo que tem mais gente começando a denunciar também.

  5. Minha filha estudou nesta rede de agosto de 2022 até dezembro de 2023. Foi um período muito difícil para nossa família. Minha filha é TDAH e a escola nunca compreendeu a situação, ela era excluída de atividades e até da sala de aula. Passava muitas vezes grande parte do período da aula na sala da coordenadora que na época era a Erika Galante. Eu recebia telefonemas da Professora Paloma Caroline as vezes para me informar que minha filha havia derrubado corretivo na mesa.
    Mas o que realmente me incomodava era a forma como lidavam com ela. Sempre fazendo com que se sentisse culpada, inconveniente. Minha filha sempre me perguntava se Deus gostava dela, se Deus iria ajuda-la a ser uma menina normal…
    Enfim, a gota d`água foi na festa de encerramento de 2023 uma festa a fantasia onde um filho de policial foi vestido a caráter e levou uma algema sem as chaves. Brincando ele algemou minha filha passou grande parte da festa nesta condição. A professora cuidou dela, deu até alimento na boca porque segundo palavras da minha filha ela não podia mexer a mão se não a algema apertava mais.
    Bem, nesta ocasião a professora que me ligava para dizer que minha filha tinha derrubado corretivo na mesa, não me ligou, não escreveu nenhum bilhete na agenda, o pai policial não se retratou e minha filha chegou em casa me pedindo desculpas. Sim, pedindo desculpas, ela dizia: “mamãe, eu fui culpada, eu que pedi para brincar, eu dei o braço para ele algemar… ”
    Imagine como trataram o assunto com ela… Uma criança de 07 anos passa parte de uma festa algemada a mãe não fica sabendo e a criança chega pedindo desculpa se sentindo a responsável? E se fosse o filho da dona Angélica? Ele se sentiria culpado, o tal policial não se retrataria com a família?
    Enfim, isso até hj me dói na alma.
    Não desejo essa escola nem para o filho de um inimigo.

  6. Minha sobrinha estudou nessa escola e passou por diversas situações absurdas. Ela sofria insultos e agressões, geralmente de cunho racista, que não eram relatados aos pais e os gestores ainda a faziam se sentir culpada por tudo.

  7. Meus filhos estiveram no Grupo por 4 anos, sempre estranhamos a rotatividade de profissionais, até que começamos a perceber a soberba dos diretores e perseguição dos professores com algumas crianças.

    Tudo, todo evento, reunião e contatos se referiam a dinheiro e, sempre que tinhamos alguma necessidade, era completamente cansativo de se resolver.

    Em algumas reuniões, essa senhora chegou a dizer que jogaria o lanche das crianças no lixo, caso não fosse algo saudavél (uma fruta ou algo do tipo)…

    Meus filhos entraram em 2018 e, desde então, o material didático oferecido não sofreu atualizações, sempre os mesmos trabalhos, sempre as mesmas lições e, sempre as mesmas dificuldades (vejo os alunos atuais carregando sempre os mesmos projetos).

    Vendem aulas de robótica, educação emocional e, sequer utilizam tais recursos no dia a dia, apenas alguns minutos por semana sem ênfase alguma.

    Professoras saíram doentes (Bruna é um exemplo) devido à sobrecarga de trabalho imposta pelo colégio.

    A mensalidade triplicou e, se os pais pesquisarem, se equiparam às da Unasp.

    Acordem pais, tirar meus filhos desse ambiente os tornou mais alegres, mais independentes e, mais curiosos e criativos!

  8. Bastante mentira foi contada “fato”
    Outra coisa é que esse pai gravou e se fez de vítima, mas eu não vi em momento algum dos diretores sendo grosseiros, ao contrário do coitadinho do pai “vitima”.
    Não vi o lado do pai, mas pelo que imagino, ele deve ter chegado por o pé na porta!! Aí fica insustentável! Enfim acho que daria pra resolver na conversa e sem ofensas, e caso não resolvesse, tirava meu filho da escola sem problemas, pq na verdade isso já aconteceu comigo em outra escola. Outra detalhe é que colocar ex professores pra denunciar, interessante que quando estavam empregados ninguém pediu demissão né? Ainda bem que saíram da escola pq pra mim são péssimos profissionais!!

  9. Acusações de racismo contra a escola é a maior mentira que já vi, dizer que o filho da diretora é nazista chega a ser ridículo e é uma acusação muito grave.
    Os problemas precisam ser resolvidos, mas algumas acusações são falsas.

    1. o crucifixo pendurado no pescoço, misericórdia senhor se esconde atrás da bíblia, evangélicos, discípulos do 👿

  10. Bom alguns pontos colocados aí é mentira.
    Essa história de que não apareciam alunos negros nas fotos é mentira.
    Minhas filhas estudam lá a três anos e sempre vi anúncios com crianças de todas as cores, inclusive as especiais.
    Eles podem ter errado neste caso aí, mas aumentar desse jeito é sacanagem e perde a credibilidade da matéria. Não precisa disso não.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *